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Militares s�o ouvidos sobre agress�es

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Os quatro militares acusados de terem espancado e agredido verbalmente um menor, no Conjunto Osman Loureiro, no Tabuleiro, foram ouvidos ontem, pela Corregedoria Geral da Polícia Militar (CGPM). Eles respondem a sindicância instaurada com base em denúncia feita pela mãe do menor na Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), cujo presidente, o advogado Daniel Nunes, participou da oitiva, realizada na sede da corregedoria, no quartel-geral da PM. Já a mãe do garoto M.J.A.T.S., de 13 anos, a dona de casa Genivalda de Almeida Torres, deve levá-lo hoje ao Hospital Portugal Ramalho, para consulta com um psiquiatra. Segundo ela, desde o fato, que teria ocorrido no dia 26 de maio último, o menino está sobressaltado, não sai de casa e não consegue dormir sem companhia. ?A psicóloga que o atendeu no Conselho Tutelar disse que ele precisa de um psiquiatra e me deu encaminhamento para o Portugal Ramalho?, contou a mãe, dizendo-se revoltada com as suspeitas levantadas pelo presidente da Associação das Praças da PM e Corpo de Bombeiros Militar (Aspra/AL), cabo Wagner Simas, de que seu objetivo é receber indenização do Estado ao acusar os militares. Para ela, a suspeita é injusta e descabida. ?Não quero dinheiro, quero justiça. Desde que isso aconteceu vivemos assustados. É esse o meu ganho. Viver com medo, ver meu filho mudar desse jeito, passar a ser problemático?, reagiu Genivalda, contestando as suspeitas levantadas pelo presidente da Aspra.

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