Polícia
Taxista se apresenta e confessa assassinato
?Eu não tinha a intenção de matar. Sempre possuí a arma para defesa de minha família. Fui trabalhar com o revólver naquele dia porque me senti ameaçado por causa da briga que tivemos em Maceió no dia anterior. Quando cheguei ao ponto para trabalhar, encontrei o rapaz, discutimos novamente e ele pôs a mão na cintura e fez menção de puxar uma arma. Então eu saquei a minha e dei cinco tiros nele. Atirei para me defender, em legítima defesa?, essa é parte do depoimento do taxista Gilvan Bernardino da Silva, o ?Van?, 32, que apresentou-se espontaneamente e confessou ao delegado Belmiro Cavalcanti, ontem, o assassinato do também taxista e homônimo dele, Gilvan José dos Santos Silva, o ?Keno?, 30 anos, no ponto de parada para transporte alternativo, no Centro de São Luís do Quitunde, crime ocorrido na manhã do último dia 7. Segundo a polícia, a suposta arma que estaria com Keno não foi encontrada. Ainda no depoimento, Van disse que, na tarde da sexta-feira (7), estava no ponto para transporte de passageiros de Maceió ao Litoral Norte quando Keno colocou o carro dele à frente do seu para o embarque de passageiros. ?Então eu pedi para ele não passar na minha frente, porque ele sabia que havia regras para a ordem de saída e para pegar os passageiros. Ele desceu do carro e veio logo me agredindo verbalmente. O irmão dele, que também estava no local, viu a confusão e juntou-se a ele para me bater. Apanhei e ainda rasgaram minha camisa. Foi por isso que se deu toda a confusão?, disse Van, durante depoimento, na delegacia de São Luís do Quitunde.