Polícia
Jovem baleado diz que acusado mirou e atirou
M.A.S.M. de 16 anos, só percebeu que havia sido baleado no rosto com um tiro de revólver calibre 38 quando o amigo gritou para ele com olhar assustado: ?Você está ferido!?. ?Eu não senti o tiro. Vi quando ele [o suspeito] desceu do carro, apontou a arma, atirou na nossa direção e depois deu um tiro pra cima?, conta o jovem M.A.S.M., em entrevista por telefone à Gazeta, na tarde de ontem. ?Aí, coloquei a mão no rosto, senti o buraco da bala e vi que tava sangrando muito. Deitei na calçada e esperei o socorro?, lembra o estudante, que se recupera nos corredores do Hospital Geral do Estado (HGE) e ainda tem dificuldade de se comunicar. ?Quando falo, ainda sinto dor, mas agora estou bem?, disse o jovem M.A.M.S. Ele protagonizou o único fato negativo da manifestação da última segunda-feira, quando milhares de pessoas foram às ruas reclamar do aumento da tarifa da passagem de ônibus, além de outras reivindicações. Instantes antes do disparo, contou o adolescente, o Celta de placa PGK-2600, de Igarassu/PE, locado à Prefeitura de Maceió, no qual estavam dois homens, tentou furar o bloqueio de manifestantes, e por pouco não atropelou outros jovens. ?No momento, as pessoas tentaram se livrar do atropelamento. Mas alguns ficaram revoltados, partiram para cima do carro, que parou mais na frente?, recorda o garoto, ao afirmar que os manifestantes chegaram a chutar o automóvel. Segundo ele, teria sido nesse momento que ?um homem meio gordinho?, segundo descrição do adolescente, desceu do carro e fez dois disparos. O primeiro, em direção à multidão. O segundo, para o alto.