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Jorge e J�nior Pag�o s�o condenados

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Mesmo com a ausência das principais testemunhas da acusação e todo esforço do advogado Raimundo Palmeira, a defesa não conseguiu evitar que dois membros da família Pagão fossem condenados pela morte do motoboy Gilvan Alexandre Feliz, conhecido como ?Prego?. O crime aconteceu há sete anos, na localidade Mata do Rolo, no município de Rio Largo, a 27 quilômetros de Maceió. Apontados como mandantes, o ex-vereador Alexandre Cardoso da Silva, o ?Júnior Pagão?, e seu tio, Carlos Jorge Cardoso da Silva, o ?Jorge Pagão?, foram condenados a 26 anos e meio, cada um, em regime fechado. Como já cumprem pena, eles voltaram ao Presídio Baldomero Cavalcanti, agora, condenados por homicídio qualificado e formação de quadrilha. O julgamento foi realizado ontem, no Fórum de Maceió, presidido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital. Quatro mulheres e três homens compuseram o Conselho de Sentença. Três testemunhas foram arroladas, mas apenas uma delas, a viúva da vítima, Mônica Lima da Silva, arrolada pela defesa, compareceu à sessão. O ex-delegado Marcílio Barenco, hoje promotor de Justiça em Minas Gerais, e Luiz Alexandre de Mendonça Rego, que denunciou os acusados, não estiveram no julgamento. O primeiro porque o Judiciário não viabilizou as passagens, e o segundo por não ter sido localizado, pois está no Programa de Proteção às Testemunhas, do Ministério da Justiça. Diante do juiz Geraldo Amorim, a viúva disse que não sabia das relações do marido com a família Pagão, ou se havia inimizade entre eles. Como era a única testemunha, o julgamento prosseguiu com o interrogatório dos acusados. Em sua fala, Júnior Pagão disse que estava sendo vítima de vingança política orquestrada pelo então delegado Marcílio Barenco, a quem acusou de torturador.

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