Polícia
Comunidade fecha BR-316 em protesto contra pris�o
Uma guarnição da Radiopatrulha fazia a prisão, em flagrante, de um menor, por tráfico, no começo da tarde de ontem, na Vila São Francisco, no Tabuleiro do Martins, quando a irmã do acusado, Edvânia Serafim da Silva, de 22 anos, tentou impedir o trabalho da polícia e acabou sendo presa por desacato à autoridade e tentativa de agressão. Por causa da prisão de Edvânia, amigos e familiares dela queimaram pneus e bloquearam o trevo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que liga Maceió a Satuba, por mais de uma hora. Edvânia foi levada para a Central de Polícia, onde foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e liberada em seguida. Ainda no local do protesto, dois menores que foram apreendidos na Bomba do Gonzaga por suspeita de roubo, fugiram de dentro de uma viatura da Polícia Militar, enquanto os policiais tentavam auxiliar os colegas. Depois de ser liberada pela polícia, Edvânia da Silva foi se encontrar com a família e os amigos que protestavam e fechavam o trevo na BR-316. No local, a jovem contou a versão dela para o fato e não poupou ofensas aos policiais que a prenderam. ?Policial é 'noieiro', é pior que traficante e ladrão. Eles vieram prender meu irmão por tráfico, e eu apenas pedi para que eles não batessem nele. Na confusão, meu irmão correu e os policiais quiseram colocar a droga nas minhas costas. Depois, puxaram meu cabelo e me arrastaram para a viatura e me prenderam?. Dona de um churrasquinho na rodovia, casada e mãe de um filho de três anos, Edvânia negou que tenha agredido os policiais. ?Eles que me bateram e disseram que eu era prostituta e ainda me deixaram meia hora dentro da viatura, no calor?, disse. Durante a negociação com os manifestantes, o capitão Sandro orientou Edvânia Silva a procurar a Corregedoria da PM e formular a denúncia contra os policiais. ?É o procedimento padrão. A polícia tem um setor para isso, que é a Corregedoria. Ela diz que foi agredida mas a guarnição afirma o contrário. Então, é preciso apurar se houve excesso, e a Corregedoria tem os meios de verificar, identificar os policiais e saber o que de fato aconteceu aqui?, explicou.