Polícia
Base da PM fecha por falta de efetivo
União dos Palmares ? O fechamento da base de segurança comunitária no bairro Sagrada Família, mais conhecido como ?Mutirão?, levou inquietação para os moradores daquela localidade. Eles foram surpreendidos com a iniciativa do comando do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), em União dos Palmares, que alegou falta de policiais militares que pudessem atuar na região, considerada pelas autoridades como uma das mais violentas do município. De acordo com o diretor da Escola Padre Donald, Manoel Lima, ?a comunidade estudantil fica receosa com a ausência de policiais pelas ruas do bairro?. A Gazeta tentou ouvir o comandante do 2º BPM, o tenente-coronel Araújo, mas ele estaria viajando. ?Nós tínhamos uma relação de respeito com os moradores. Conseguimos diminuir o índice de criminalidade e a venda de drogas ilícitas?, disse um militar que atuou na base comunitária e pediu anonimato. Para o servidor municipal Eleotero Vicente da Silva, de 45 anos, o responsável pela situação em que se encontra o bairro é o governador que, segundo ele, não investe em segurança pública. ?Só Deus sabe o clima de insegurança vivido aqui no bairro, onde o tráfico tem sido o carro-chefe e ocorre inclusive dentro da escola?, comentou. Inaugurada há cinco anos, a base de segurança comunitária do bairro contava, inicialmente, com dez homens. Eles dispunham de uma viatura policial policial e montaram a sede em uma residência paga pela prefeitura municipal. Há dois meses, a base foi fechada, sob a justificativa do baixo contingente de policiais. Em um documento distribuído recentemente, o juiz da primeira Vara Cível de União dos Palmares, Ygor Vieira de Figueiredo, disse que União dos Palmares é uma cidade vulnerável, onde existem pouco mais de 15 policiais para dar conta da segurança de todo o município. Ele ainda citou os bairros Morro das Cobras, Vaquejada e o próprio Mutirão como os mais perigosos, em função da atuação de alguns grupos criminosos. ?