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Testemunhas do caso Eto temem ser assassinadas, afirma delegado

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O delegado José de Deus Massa, presidente do inquérito que investiga a morte de Ebson de Vasconcelos Silva, 32, suspeito do assassinato do fiscal de tributos Sílvio Vianna e abatido a tiros na Rua Barão de Alagoas, no centro de Maceió, no último sábado, disse que Valmir Tibúrcio e José Feitosa de Oliveira, testemunhas oculares do crime, estão aterrorizados e temem ser assassinados se revelarem detalhes do que presenciaram. ?Estas duas pessoas prestaram depoimentos sobre o caso mas não tive como absorver detalhes importantes por conta do nervosismo, que é natural. Valmir e José tremeram durante todo o tempo em que foram ouvidos?, relata o delegado José de Deus Massa. José de Deus explica que Charlles Jairo Gomes, 26, que conversava com Walmir Tibúrcio na porta do seu salão e foi ferido com um tiro no tórax, continua internado na Unidade de Emergência Armando Lages. Mas, no momento certo, será notificado para depor. Apesar de termos sido informados de que ele sofre de problemas mentais. ?Mas, sem dúvida, é uma testemunha muito importante e pode ajudar a polícia a esclarecer a execução de Ebson de Vasconcelos Silva?, enfatizou o delegado José de Deus Massa. José Feitosa de Oliveira, que também foi interrogado, disse apenas que estava na porta da loja da irmã quando ouviu os disparos e correu para dentro do imóvel e disse temer pela sua vida. ?A grande verdade é que as duas testemunhas temem revelar o que viram e eu até entendo. Mas preciso buscar informações para poder esclarecer o assassinato. É evidente que respeitando o direito de cada cidadão?, ressalta Massa. Massa diz que família de Ebson será ouvida em local sigiloso A Polícia Civil ainda não definiu a data para ouvir familiares de Ebson de Vasconcelos Silva (Eto). No entanto, o local onde os depoimentos serão tomados é de caráter sigiloso para preservar as pessoas. O delegado José de Deus Massa, que preside o inquérito, vai notificar a princípio Ebes Francisco da Silva, pai do vigilante assassinado. ?O cidadão Ebes, em entrevista à imprensa no sábado, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, deixou claro que o filho tinha muitas inimizades. Quero saber dele se Eto chegou a comentar que poderia estar sendo ameaçado de morte e de onde estaria partindo?, alerta José de Deus Massa, que ontem, através de ofício, solicitou cópia da entrevista. Massa explica que mantém praticamente todo o seu efetivo investigando o caso, sob o comando do chefe de operações Hailton Cavalcante. Mas se nega a direcionar linhas para não prejudicar o trabalho. Frisa ele que o caso é polêmico e de difícil elucidação. ?É evidente que o esclarecimento do crime requer muito trabalho, apuração e paciência. São armas que levam ao esclarecimento de homicídios?, afirma José de Deus Massa. Massa disse que, além de ouvir familiares de Ebson de Vasconcelos Silva, está tentando localizar outras testemunhas. O local onde ocorreu o crime era bastante movimentado. O problema, segundo ele, é se localizar e convencer as pessoas a prestarem depoimento. ?Ninguém quer ser testemunha de homicídio?, alerta o delegado José de Deus Massa, do 1º Distrito.

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