Polícia
Mulheres de presos denunciam maus-tratos
Esposas e namoradas de reeducandos do módulo de segurança máxima do sistema prisional alagoano denunciaram, na manhã de ontem, ao juiz de Execuções Penais, José Braga Neto, o que classificam como revistas íntimas desrespeitosas e ação violenta contra os companheiros. ?É muita humilhação, a ponto de algumas mulheres saírem do local chorando e constrangidas. As agentes nos obrigam a agachar, completamente despidas, e ficam olhando para as nossas partes íntimas?, detalhou uma mulher, que usou o nome fictício de ?Maria?. Além disso, as mulheres relataram que a mudança na direção da unidade acabou provocando alguns atos ?fora do comum?. Um deles teria sido a suspensão das visitas íntimas e também das sociais, onde levam os próprios filhos. A escuridão na unidade, a redução do banho de sol e espancamentos também foram denunciados. ?Isso já vem acontecendo há uns dois meses. Muitas esposas ficaram sem ver os maridos e, quando conseguiram, souberam o que estava acontecendo. Meu marido mesmo tinha marcas de agressão e se queixou do uso de spray de pimenta dentro da cela onde estava?, completou a mulher, revelando que as denúncias serão publicadas em um blog na internet. Ontem, elas receberam um carta detalhando outros fatos, como uma revista realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que deixou todos os reeducandos sem roupa. Neste dia, teria havido um ?rapa? de objetos pessoais e de higiene dos detentos. Quanto à quantidade de visitas íntimas, elas agora só ocorrem uma vez por mês, assim como as visitas sociais.