Polícia
Travesti � torturado em Macei�
A recuperação do travesti conhecido como ?Flávia? ou ?Babá? é fundamental para a polícia esclarecer um crime hediondo. Na madrugada de sábado, ele foi encontrado num buraco de fossa com quase 15 metros de profundidade. Com o pênis decepado e fratura exposta no fêmur, Flávia passou um bom tempo gritando por socorro até ser ouvida por vizinhos da casa onde mora, no Conjunto Cruzeiro do Sul, entre os municípios de Maceió e Rio Largo. Internado no Hospital Geral do Estado (HGE) com o nome da carteira de identidade (Flávio Lins de Souza), o paciente de 30 anos foi submetido a três cirurgias e, até a tarde de ontem, estava no Centro Cirúrgico e não podia receber visitas. Quando os policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM) chegaram, ainda prenderam dois suspeitos em flagrante, Gilberto da Silva e Cláudio Roberto Alves de Oliveira, que estavam dentro da casa do travesti. A tortura, espancamento e tentativa de homicídio provocaram uma série de reações de entidades de direitos humanos e da sociedade civil organizada. A Associação dos Travestis e Transexuais já organiza uma mobilização de protesto contra a homofobia, junto com o Grupo Gay de Alagoas, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades.