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Central de Flagrantes enfrenta superlota��o

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Inaugurada há cerca de dois meses, a Central de Flagrantes da Polícia Civil está minando esgoto pelo teto. Também tem superlotação de presos, quatro dos seis cartórios interditados e até um guarda-chuva aberto na porta para evitar que o ?caldo com urina e fezes? caia sobre as cabeças dos policiais e cidadãos que prestam queixa. Ontem, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) decidiu alertar o Ministério Público e entrar com ação na Justiça para interditar o prédio. A Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) também deve adotar essas e outras medidas. O mesmo cenário que serviu para as fotos da solenidade com o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário de Defesa Social, Dário Cesar, no dia 25 de junho, hoje não teria a menor condição de aparecer na propaganda do governo. Todo o investimento de marketing feito às vésperas do aniversário de 1 ano do Plano Brasil mais Seguro literalmente desceu pela latrina do xadrez. Isto porque a carceragem foi construída em cima do setor administrativo, e as instalações hidrossanitárias não suportaram a sobrecarga. O local, com capacidade máxima para 12 pessoas (quatro em cada uma das três celas), estava ontem com 31 presos amontoados. No discurso oficial, falava-se que o detento só ficaria questão de horas na Central de Flagrantes. Contudo, na vida real, a história é outra: seis, sete e até dez dias de espera para a transferência até a Casa de Custódia, no Jacintinho, também superlotada.

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