Polícia
Acusado de matar a m�e demonstra frieza
A diretora do campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Arapiraca, professora Eliane Holanda Cavalcante, encontrou o professor Fábio Augusto Antea Rotilli no almoço, num restaurante daquela cidade, por volta das 14h da quarta-feira (18). Ele estava na companhia da mãe, Alda Moreira Antea, 62 anos, e de uma amiga dela. O professor acenou, a diretora respondeu e seguiu para sentar-se em outra mesa. Cerca de quatro horas depois, Eliane Holanda foi surpreendida por um telefonema de uma jornalista que lhe perguntava se Fábio Rotilli era professor da Ufal. Depois de confirmar, a diretora ficou chocada com a razão do questionamento. O professor atropelara e matara a mãe, com quem almoçara momentos antes. Ele passou com o carro por cima do corpo por mais de três vezes. ?Foi um choque?, conta Eliane Holanda, ao ser indagada sobre a repercussão do ato tresloucado. Paranaense, o professor Fábio Augusto Antea Rotilli está em Alagoas há dois anos. Ele veio para cá em 2010, quando foi aprovado no concurso para professor titular do curso de Filosofia da Ufal. Tomou posse em 2011 e desde então ministrava aulas no campus de Arapiraca. O relato da diretora mostra o professor como uma pessoa cordial, sorridente, cumpridor eficiente de suas funções como docente. ?Sei pouquíssimo da vida pessoal dele. Mas como docente não há qualquer mancha, nenhuma reclamação de aluno ou dos colegas. Dava suas aulas, cumpria suas funções. Nunca vimos qualquer sinal que indicasse anormalidade?, afirma Eliane Holanda.