Polícia
Advogado critica investiga��o
O advogado Welton Roberto afirma que a comissão de delegados do caso Roberta Dias se baseou no depoimento de um doente mental para incriminar três policiais civis. ?A polícia não investiga absolutamente nada e confia na palavra de qualquer um, comprovadamente um louco, para representar a prisão. E o pior: o Ministério Público, o juiz de Penedo e a 17ª Vara Criminal também confiaram?, critica o criminalista, que defende o ex-chefe de operações da Delegacia de Penedo, Carlos Welber Freire Cardoso, o ?Porradão?. As investigações apontam ?Porradão?, junto com os policiais Carlos Braúlio Lopes Idalino, Gledson Oliveira da Silva e outros suspeitos, como integrantes de um grupo de extermínio envolvido na morte da estudante grávida Roberta Dias, em outros assassinatos e no tráfico de drogas. Segundo Welton, esta acusação se baseia apenas no depoimento de Anderson Silva Santos, o ?Espinha?. ?Descobrimos que este Anderson Espinha foi interditado na Justiça, no dia 21 de março de 2013, por transtorno delirante e epilepsia; o juiz concluiu que ele é desprovido de capacidade de fato; esta é a testemunha que praticamente prendeu os policiais todos?, arrematou. Para o advogado, tudo o que consta no inquérito policial não passa de delírio, pura invenção. ?O camarada com transtorno delirante quer aparecer. E qual a melhor forma de aparecer? Dizendo que cometeu um crime, acusando os policiais de participação e relacionando a um caso de repercussão como o da jovem grávida?, sugere.