Polícia
Fam�lia � morta em Atalaia
A menina Emily repetia a mesma palavra. ?Mamãe, mamãe?, chamava a única sobrevivente da chacina de Atalaia, durante todo o dia de ontem. Com 1 ano e 4 meses, Emily foi encontrada por vizinhos dormindo, com a cabeça encostada na mãe, Silvânia Barbosa Ferreira, de 17 anos, e na avó, Rosinete Gonzaga dos Santos, 50. Ambas morreram abraçadas a Emily, em cima da cama. No mesmo quarto, os atiradores executaram outra filha de Rosinete, Gilvânia Barbosa Ferreira, de 15 anos, e o marido, Josivaldo da Silva, 36, padrasto das meninas. Os quatro assassinatos aconteceram entre 22h e 23h de terça-feira, na casa de Rosinete e Josivaldo, no povoado Bittencourt, quadra C, zona rural de Atalaia, a 50 quilômetros de Maceió. A Polícia Militar apurou que três homens encapuzados deram os tiros de pistola, revólver, espingarda 12, recolheram as cápsulas e foram embora a pé. Momentos antes, Emily chorava muito. De repente, fez silêncio. Vieram os últimos tiros e os suspeitos saíram. ?Nessa hora, pensei que eles tinham matado o bebê, corri para lá, fui a primeira a chegar, e quando entrei ela estava dormindo, em cima do sangue da avó?, conta uma pessoa que tem medo de se identificar. Testemunhas informam que foram muitos tiros e houve um interstício de quase uma hora entre o começo e o fim da execução. Silvânia e Gilvânia moravam numa casa em frente, de onde foram rendidas e levadas para a residência da mãe e do padastro. Para algumas pessoas, os matadores se irritaram com o choro de Emily e ameaçaram matá-la também, se a mãe e a avó não a fizessem dormir.