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Viol�ncia atinge 50% das escolas de Macei�

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Mais de 50% das 85 escolas da rede municipal de ensino de Maceió são alvos constantes de violência. Tráfico e uso de drogas, roubo, arrombamentos, ameaças, depredação do patrimônio são atos que têm assustado alunos e professores, sobretudo nas escolas localizadas em bairros da periferia. As áreas mais críticas são o Tabuleiro (Clima Bom, Rosane Collor e Benedito Bentes), Jacintinho e Feitosa. Preocupada com essa realidade, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) reuniu ontem diretores de escolas e autoridades de segurança pública, entre elas, o secretário de Estado da Defesa Social, Antonio Arecippo, o comandante do Batalhão Escolar da PM, coronel Praxedes, e o coordenador de Operações da Guarda Municipal, André Arroxelas, para discutir o assunto e buscar soluções. Na platéia, não faltaram relatos para ilustrar a triste realidade. Há um mês a Escola D. Helder Câmara, no Feitosa, fechou suas portas por uma semana por causa de atos de vandalismo. ?Eles entram na escola, destroem carteiras e material didático, roubam, picham paredes, defecam e deixam sinais de sexo e drogas espalhados por todo lado?, relata a diretora Tereza Cavalcante. Os vândalos, acredita ela, não são alunos da escola, são adolescentes do bairro envolvidos no mundo das drogas. Eles agem à noite e nos fins de semana, fora do horário escolar. A escola não tem vigia. A segurança é feita através de dois policiais do Batalhão Escolar que atuam no horário das aulas e pelo sistema de segurança eletrônica, que, segundo a diretora, nem sempre funciona. Segundo a secretária Ana Dayse Resende, a Semed gasta, mensalmente, mais de R$ 5 mil com segurança eletrônica nas escolas e ainda colabora com o combustível da Guarda Municipal e Batalhão Escolar para facilitar as rondas nas escolas. Mesmo assim os prejuízos com os atos de vandalismo são grandes, sem contar as ameaças à vida de professores e alunos. ?Nós precisamos de soluções mais eficazes?, reclama ela. Os diretores das escolas querem, além da segurança eletrônica, segurança física, com a presença de policiais, inclusive nos horários em que as escolas não estão em funcionamento. A situação não é fácil de resolver. Segundo o coronel Praxedes, o Batalhão Escolar conta com 272 homens para atender 280 escolas públicas em Maceió (das redes estadual e municipal).

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