Polícia
L�der comunit�rio � assassinado
A casa estava em festa. O domingo estava guardado para celebrar o aniversário do caçula da família. O garotinho completou um ano e, naquela noite, seria levado à igreja para ser apresentado à comunidade evangélica. Toda a programação foi interrompida por cinco disparos de arma de fogo ? dois deles na cabeça ?, que acertarem mortalmente o líder comunitário Edmilsson de Oliveira Silva, 39 anos, pai do garoto, e silenciaram os moradores do Conjunto Cidade Sorriso 2, no Benedito Bentes. Na hora em que foi morto, à tarde, Edmilsson de Oliveira regava a pequena horta que tem ao lado da casa em que morava com a esposa e os quatro filhos do casal. Dois homens em uma moto mandaram o menino de 9 anos, o mais velho dos filhos, se afastar. Na direção do líder comunitário, foram disparados os tiros fatais. Na manhã de ontem, à porta do Instituto Médico Legal (IML), familiares estavam atônitos, sem saber apontar qualquer motivação para o crime. A viúva, Adriana Miranda da Silva, estava desolada. Sem saber qual o seu destino e o destino dos filhos de 9, 7, 6 e 1 ano, ela era amparada por parentes do esposo. ?Sei apenas dizer que meu marido era uma boa pessoa. Todos na região gostavam dele. Meu telefone não para de tocar, são as pessoas que ele ajudava querendo saber como farão agora sem ele?, contou, em meio às lágrimas. A viúva não trabalha. Vivia para cuidar da família. O líder comunitário era funcionário de um supermercado atacadista da capital.