Polícia
Esgotos tomam conta de ruas em Maragogi e provocam revolta
Maragogi ? O sentimento de quem paga pela taxa de esgotamento sanitário em Maragogi é de arcar com uma tarifa sem ao menos ser beneficiado pelo serviço. E paga-se caro! No ano passado, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) elevou de 60% para 80% o percentual do imposto, calculado sobre o consumo de água. Enquanto isso, o esgoto sem tratamento corre pelas ruas da cidade e polui a praia urbana. ?Eu não vejo benefício nenhum. Se pagamos, queremos o retorno?, afirma o carpinteiro Damião Gusmão de Oliveira que este mês desembolsou R$ 14,76 (equivalente a 80% do consumo de água) para quitar o boleto da Casal. A revolta de Gusmão tem nome e odor: esgoto. A caixa coletora em frente à residência dele, no Beco do Siri, sangra sem parar há três dias, sem que nenhuma providência tenha sido tomada pela Casal. O líquido fétido escorre por uma vala e vai estourar na Rua Padre José Weneks, mais conhecida como ?Rua do Cinema?, onde o enredo é desalentador. O esgoto cai na galeria de águas pluviais da Rua Djalma Juvêncio e deságua no manguezal, do outro lado da AL-101 Norte. ?Pagamos por uma coisa que não existe. O mau cheiro é insuportável?, protesta o aposentado Adeilson Gonçalves, cuja rua onde mora, a do Cinema, está tomada pelo esgoto que sangra do Beco do Siri e de um poço de visita do sistema da Casal.