Polícia
Tr�fico avan�a e mata no interior do estado
Maragogi ? O tráfico e o consumo de entorpecentes avançam como epidemia no interior de Alagoas. Nas pequenas e médias cidades, a atividade se estabeleceu ante a deficiência dos aparatos policiais e a ausência de políticas públicas voltadas, sobretudo, aos jovens e adolescentes. Cinquenta por cento das pessoas com dependência química atendidas pelo Acolhe Alagoas, programa da Secretaria de Estado de Promoção da Paz (Sepaz), são procedentes do interior do Estado. Nos recônditos das pequenas e médias cidades, vidas se desfazem como fumaça que sai dos cachimbos improvisados usados para fumar o crack. A droga escraviza, arruína a saúde de quem a consome e mata pelas mãos dos traficantes. ?Quem não tem dinheiro para saldar as dívidas contraídas pelo consumo das drogas, paga com a própria vida. Tem casos em que os pais pagam para não ver seus filhos mortos, mas os traficantes não perdoam?, afirmou o delegado de Maragogi, Edinaldo Marques. Cidade turística, Maragogi recebe grande fluxo de pessoas de várias partes do País e do mundo. Situado na divisa, o balneário é porta de entrada para os entorpecentes que chegam do Agreste pernambucano e de cidades vizinhas como Barreiros (PE), no Litoral Sul. A fragilidade do aparato policial e as inúmeras estradas vicinais que interligam as zonas rurais dos dois Estados facilitam a vida dos traficantes.