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Torcedor pega mais de 20 anos de pris�o por morte

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O auxiliar de mecânico Al Unser Ayslan Silva do Nascimento, de 21 anos, natural de Natal-RN, foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão, pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado. No entendimento da maioria dos integrantes do júri popular, ele matou, com um tiro desferido a esmo, Jônatas Daniel dos Santos, à época com 24 anos, durante uma briga entre as torcidas do CRB e do América-RN, na saída do Estádio Rei Pelé, em 2012. O julgamento aconteceu no Fórum de Maceió, no Barro Duro. Durante o depoimento, Al Unser negou a autoria do crime e repetiu a tese de que assinou o termo de confissão sob tortura física e psicológica. Ele acusa a delegada Adriana Gusmão e dois agentes policiais que estavam na Delegacia de Homicídios no dia em que prestou depoimento de tê-lo maltratado. ?Puseram um saco em mim, eu cheguei a desmaiar, e um dos policiais pegou na minha mão para que eu assinasse [a declaração de confissão]?, relatou. Diante da afirmação do réu, o juiz Maurício Brêda mostrou a ele a confissão e uma procuração que constavam nos autos do processo. Conforme o juiz, não havia diferença entre a grafia no papel que ele assinara sob a alegação de pressão psicológica e a que constava na folha assinada espontaneamente. ?Espeto?, como o réu é conhecido na torcida Máfia Vermelha, reconheceu a assinatura nos documentos.

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