Polícia
Comunidade cobra seguran�a
Ninguém vendeu droga na praça ao lado do terminal de ônibus do Vergel, ontem pela manhã. A mudança na rotina dos traficantes locais acontece dois dias após as ameaças que fecharam a estação de transporte coletivo. Logo no começo do dia, duas viaturas do Bope, uma da Radiopatrulha e uma do 1º Batalhão circulavam a área. Com tanta polícia por perto, a solução encontrada pela freguesia viciada é procurar outros pontos de venda de crack e maconha. Quem mora e trabalha no Vergel sabe muito bem que este foi o objetivo de quem enviou os bilhetes ameaçando incendiar ônibus e metralhar os rodoviários que estivessem no terminal. ?A disputa por pontos do tráfico de drogas aqui é grande. Com o reforço do policiamento, quem vende droga aqui perto está no prejuízo. Você acha que os traficantes daqui fariam uma coisa dessa para atrapalhar o seu ganha-pão?, afirma um rodoviário, que não quis se identificar. Motoristas, cobradores, fiscais, passageiros e até policiais da região reforçam a hipótese, mas nada será comprovado porque, até ontem, não se viu nenhum trabalho de investigação para identificar a autoria dos bilhetes ameaçadores. A Polícia Civil não vai ao local e a PM, simplesmente, envia um bando de viaturas para fazer presença no local. ?Daqui a duas semanas não vai ter mais nenhum policial por aqui, é sempre assim?, reclama um cobrador.