Polícia
Suspeitos em crime seguem soltos
Uma funcionária revelou à Polícia Civil que percebeu dois homens estranhos no entorno da Choparia Maikai e que permaneceram por lá vários minutos um dia antes do assassinato do empresário Guilherme Paes Brandão, de 39 anos. Além dela, mais nove pessoas foram ouvidas ? todas empregadas do estabelecimento ? no mesmo dia do crime pelo delegado Egivaldo Lopes, do 2º Distrito Policial (2° DP). O depoimento do gerente financeiro Marcelo dos Santos foi considerado importante pela equipe policial, já que reforçou a tese de que se trata de latrocínio ? roubo seguido de morte. As imagens gravadas pelo circuito interno da boate não foram nítidas e, pelo ângulo, só mostram a vítima sozinha. Apesar de uma força-tarefa mobilizada para a apuração, nenhum acusado foi preso. Inicialmente, o relato da funcionária é tido como mais uma informação que está sendo checada pela polícia. Ela contou ao delegado que viu a movimentação suspeita e temeu. Depois, percebeu que os homens haviam saído misteriosamente como chegaram. A polícia buscou imagens do horário em que a funcionária diz ter visto os rapazes, mas não conseguiu. Apesar de manter a principal hipótese de latrocínio, o delegado Egivaldo Lopes disse que a polícia não pode descartar outras possibilidades. Durante os depoimentos, ele foi informado que a vítima havia demitido um funcionário recentemente. Essa pessoa pode ser convocada para prestar esclarecimentos. Outras questões, reveladas nas oitivas, também vão ser checadas. Por determinação da Delegacia-Geral, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios.