Polícia
Macei� enfrenta apartheid social
No estudo que faz hoje pela Ufal, junto a mais um professor Emerson do Nascimento e dois bolsistas de pesquisa, o professor diz que está organizando um mapeamento da distribuição espacial dos homicídios de 2008 a 2012 na capital e região metropolitana do estado. Ele conta que, a cada dia, a equipe vem percebendo o abismo que há entre os índices registrados na ?Maceió turística?, a face paradisíaca da cidade, e os bairros periféricos da capital, que fazem parte de uma cidade escondida e apartada, ?uma Maceió que ?incomoda? pouco porque quase nunca se vê?. ?Maceió é uma cidade dividida e caracterizada por um verdadeiro apartheid social. A capital criou uma bolha de desigualdade social que hoje mostra seu lado mais sombrio. A história urbana de Maceió fala por si. A dinâmica de urbanização desordenada pela qual passou a capital e que se intensificou a partir dos anos de 1980, com o deslocamento de várias comunidades de pescadores pobres, pouco escolarizados, para a constituição de bairros distantes, na periferia da cidade, é só o começo da história?, relata.