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Julgamento � adiado por falta de promotor

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A ausência de um promotor já era de conhecimento do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), mas acabou sendo apontada como causa da suspensão do julgamento do caso que ficou conhecido como Chacina do Solaris. O episódio, que resultou na morte de sete pessoas, em janeiro de 1995, seria julgado ontem, terceiro dia da Semana do Tribunal do Júri, evento realizado em Alagoas por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, apesar do comparecimento dos policiais civis apontados como responsáveis pelas mortes, o processo acabou sendo retirado da lista de julgamentos programados. O não comparecimento do promotor de Justiça foi decisão do Ministério Público Estadual (MPE), prévia e oficialmente comunicada ao TJ/AL e ao coordenador da Semana, desembargador Otávio Praxedes. Na comunicação que encaminhou ao Judiciário, o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, explicou que, por se tratar de processo antigo, polêmico e com mais de seis volumes, o caso Solaris exigia mais tempo para ser analisado pela promotoria. Além desse julgamento, e pela mesma razão, o MPE pediu que fossem retirados da pauta da Semana do Tribunal do Júri outros três processos. Foram eles, os casos que envolvem o ex-vereador de União dos Palmares, Maurício Vergetti, da Família Pagão ? acusados de crimes na cidade de Rio Largo, e Máfia do Melaço, este último de 1989. Designado para presidir a sessão, o juiz Edvaldo Landeofi, titular do município de Cacimbinhas, chegou a iniciar o julgamento dos policiais civis Antônio Alves do Nascimento, José Roberto Nunes do Nascimento e José Félix da Silva Neto. Antes de prosseguir, contudo, foi informado pela coordenação do mutirão sobre a ausência do promotor, requisito legal para a realização do Tribunal do Júri. A sessão foi suspensa e o processo nº 0001996-78.1995.8.02.0001 devolvido à 8ª Vara Criminal da Capital.

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