Polícia
M�dica � inocentada em morte
O mistério sobre a morte do médico e político Daniel Houly, há 15 anos, em seu apartamento na Jatiúca, em Maceió, foi desvendado para a sociedade, ontem, durante a sessão de julgamento da Semana Nacional do Júri, realizada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Sentada no banco dos réus, no auditório da Escola Superior da Magistratura (Esmal), no bairro do Farol, na condição de acusada do crime, sua ex-mulher a também médica Tânia Medeiros foi inocentada após cerca de 15 horas de julgamento por quatro votos a três. Segundo sua versão, sustentada pelo advogado José Fragoso, o médico vinha apresentando sinais de depressão e, no dia do crime, teria sido visto com uma arma. Foi na tentativa de desarmá-lo, que segundo a defesa, Tânia entrou em luta corporal, até o momento em que Houly teria se desvencilhado a atirado contra si. A seu favor, além do depoimento de sua filha, enteada da vítima, Liana Medeiros, Tânia contou que tentou salvar Daniel. Ela teria, inclusive, ajudado a fazer um torniquete, para conter o sangue que vertia de sua perna. Mas, no contexto da morte e ao longo das investigações, a polícia descobriu que um dos motivos do desentendimento do casal, era o depósito de R$ 43 mil na conta de Tânia. O valor, referente a um pagamento feito pelo INSS, a Daniel, seria usado para uma viagem do médico, sem a esposa. Para a acusação e a família do médico, essa teria sido a motivação para o crime. De acordo com o advogado Welton Roberto, que atuou como assistente do Ministério Público Estadual, representado pelo promotor Flávio Gomes, as provas técnicas também denunciariam o envolvimento de Tânia.