Polícia
Alagoas j� registrou 961 assassinatos este ano
RÓDIO NOGUEIRA Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) indicam que até o mês de outubro deste ano, 961 pessoas foram assassinadas em Alagoas: quase três ao dia. Isto representa mais de três homicídios por dia no Estado. Em 2001, foram executadas 1.116 pessoas. Cerca de 80% dos homicídios foram cometidos por armas de fogo (pistolas, espingardas, revólveres e armas de fabricação caseira). Vinte por cento das vítimas foram atacadas e mortas a golpes de faca e facão. Um reduzido número foi vitimado por barra de ferro, estilete, entre outros tipos de objetos contundentes. O maior número de homicídios ocorreu em Maceió. A Secretaria de Defesa Social ainda não dispõe de estatísticas sobre a média de idade das vítimas, mas estima que esteja entre 15 e 45 anos. Os casos de homicídio envolvendo pessoas depois dos 60 anos têm um número muito reduzido. A meta da Polícia Civil para o próximo ano é dotar o Departamento de Telecomunicações, Informações e Estatísticas Criminais da SDS de computadores modernos, que trabalhem com dados e pesquisas ? fundamentais para proporcionar informação precisa à sociedade. O delegado Egivaldo Lopes de Messias, diretor-geral do departamento, explica que o órgão trabalha com base nas informações procedentes do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. ?É de lá que os relatórios chegam ao nosso setor de trabalho. Eles são repassados para o secretário, seus diretores e a quem interessar. No entanto, no próximo ano, a Polícia Civil terá melhores condições de manter o controle exato sobre o que ocorre em Alagoas, obviamente na área de segurança pública?, relata Egivaldo Lopes. Segundo ele, é meta da Secretaria de Defesa Social, através de sua assessoria de imprensa, informar as estatísticas mensais. Mesmo porque não existe o menor interesse em omitir informações sobre o número de homicídios em Alagoas. ?A secretaria sempre mostra a realidade. Estamos com dificuldades, por falta de equipamentos, mas no próximo ano eles serão implantados. Então, a partir daí, a sociedade e a imprensa estarão sempre informadas sobre os índices de violência?, enfatiza Egivaldo Lopes de Messias. Sem estatística Poderia ser de Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, União dos Palmares, Atalaia, Porto Real do Colégio ou Maragogi. Mas o Departamento de Telecomunicações, Informações e Estatísticas Criminais não sabe apontar o nome da cidade mais violenta em Alagoas. A cidade de Arapiraca tem fama de violenta, mas não pode ser efetivamente considerada como tal, por falta de dados estatísticos. A Polícia Civil tem o mapa das áreas de risco, mas não tem números. O delegado Egivaldo Lopes de Messias relata que a Polícia Civil atualmente realiza rondas 24 horas nos locais considerados de risco. Com a nomeação de cerca de 800 novos policiais, ele não tem dúvidas de que o combate à criminalidade será bem mais efetivo.