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Menina � estuprada e assassinada em Macei�

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Tamires tinha 7 anos, uma nota de cinquenta reais na mão e não sabia o que o ?tio? bonzinho que lhe dava biscoitos era capaz de fazer. Inocente, foi levada à casa de Erinaldo da Silva Farias, 41 anos, no loteamento Bela Vista, bairro do Benedito Bentes, e ficou presa a um destino perverso. O gosto do biscoito lhe fugiu da boca e a brincadeira descambou para algo esquisito, ruim. Tamires não entendia direito, ficou assustada, sentiu muita dor e usou a única defesa que vem à cabeça de uma criança num momento como este: ?vou contar para a minha mãe?. Ao dizer isso, decretou a própria sentença de morte. Foi estuprada, espancada, esfaqueada e enterrada num terreno murado ao lado da casa de Erinaldo. ?Deram facadas na cabeça, nas costas, quebraram as pernas, amarraram a cabeça com um saco e tentaram cortar a menina em pedaços para esconder?, resume a avó, Josina Maria do Nascimento. Em depoimento à polícia, Erinaldo confessou ter cometido o crime com a ajuda de Genilson Alves da Silva, 40, dono de uma padaria vizinha à casa e ao terreno onde o cadáver infantil foi achado. A mãe, Marcela Bernardo de Oliveira, tinha dado os cinquenta reais para Tamires comprar fumo na venda perto de casa e ficou desesperada porque ela não voltava. A menina de aparência frágil e jeito doce tinha saído no sábado, às 16h. No domingo, a notícia já corria por todo o Benedito Bentes, boa parte da comunidade se envolveu nas buscas e apareceram pessoas dizendo ter visto a garota com Erinaldo. Uma turba de justiceiros logo partiu em direção à casa do suspeito, um homem estranho, que mora sozinho, numa casa de muro alto. Todos estavam prestes a derrubar o portão, quando entrou em cena o dono da padaria, por volta das 17h. Genilson disse que era melhor esperar a polícia, que não quebrassem nada, pois ia ligar para a irmã do rapaz que morava na casa. Também ofereceu ajuda, alegando que poderia fornecer as imagens de uma câmera externa da padaria, que poderia comprovar se Tamires havia entrado na casa.

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