Polícia
Acusados s�o indiciados pela pol�cia
Na segunda pela manhã, o cenário era de total destruição. Na rua, lama e sangue misturados com pães, escombros e a fita de isolamento da perícia técnica. No local do crime, homens ainda arrancavam o vaso sanitário, uma torneira e até uma janela. A parede balançava, o reboco cedia e era capaz de a parede cair. Uma vizinha da padaria, Betânia Palmeira, viu-se agoniada quando a fumaça incensou sua casa e a parede começou a ficar rachada por causa do fogo no imóvel ao lado. Sua sorte foi a agilidade do Corpo de Bombeiros. ?Esquentou demais e fiquei com medo da parede cair, tive que dormir fora de casa por causa do fedor da fumaça. O delegado de Homicídios, Aydes Ponciano, não tem mais dúvida e indiciou os dois por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. Erinaldo negou o crime para a imprensa, mas confessou em depoimento à polícia. Genilson tenta se defender, jura ser inocente, mas caiu em contradição. Havia dito aos ?justiceiros? que não tinha a chave do portão da casa de Erinaldo, mas a polícia descobriu que ele tinha esta chave. Moradores da vizinhança confirmam a informação de que ambos tinham o costume de oferecer biscoitos e doces para crianças.