Polícia
Pol�cia Civil abre inqu�rito para investigar o acidente
A ideia da empresa de utilizar apenas um guindaste também não foi bem recebida. O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Edvaldo Nunes, informa que parte dos engenheiros e técnicos que participam das reuniões para avaliar o problema defende a necessidade da utilização de dois guindastes. O primeiro deve ter um elevador para suspender o profissional com o maçarico, e o outro ficaria mais abaixo, mantendo uma rede de proteção ou um gancho que evitasse o impacto das placas no chão. Pelo visto, este problema não foi solucionado. Na manhã de ontem, o coronel Nunes explicava como a retirada da placa maior, vertical, poderia acontecer. Não é nada simples. ?A maior não vai ser cortada, com o maçarico, vai ser acionada por cabo de aço, que serão fixos em várias partes e movidos pelo guindaste (num movimento de vaivém) até romper (os vergalhões)?. Só após a retirada das placas é que o moinho vai poder esvaziar os outros dois silos que ainda têm trigo. No momento do acidente, a torre que fica à direita do silo destruído tinha 1.600 toneladas e a da esquerda tinha 800 toneladas. Segundo a Defesa Civil, o quarto silo está vazio. Segundo Nunes, o moinho já contratou uma empresa de engenharia pesada de Pernambuco, que só pode começar a trabalhar após o esvaziamento completo de todos os silos. ?A responsabilidade total é do moinho, além de trazer a empresa de demolição, eles precisam trazer a empresa de engenharia para apresentar o laudo de um engenheiro garantindo que não haveria risco para desinterditar a área?, explica o coronel.