Polícia
Bala � encontrada em cela na Central de Flagrantes
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, criticou, mais uma vez, o ?demorado? processo de transferência ao sistema carcerário da capital dos acusados de delitos encaminhados à Central de Flagrantes, no bairro do Farol, Maceió. ?É inadmissível que policiais civis trabalhem como se fossem carcereiros. Não foram capacitados para esta função, que, aliás, é exclusiva de agentes penitenciários. Estes é que realmente deveriam dar plantão na Central para cuidar da quela carceragem?, diz. Ele lembra que o espaço destinado à custódia de acusados de crimes foi projetado para abrigar no máximo 12 pessoas e que estas deveriam sempre ser transferidas ao sistema penitenciário no máximo 24 horas depois da detenção. ?Muitas vezes, um único agente policial tem que se desdobrar para cuidar de até 40 acusados de crimes. Isso é absurdo?, critica Josimar Melo, segundo o qual houve preso que esperou até duas semanas para ser enviado a um dos presídios da capital. A superlotação e a ausência de agentes penitenciários, aponta o sindicalista, contribuem para explicar por que razão houve a detecção, quarta-feira à noite, de projétil para arma de fogo, no piso da carceragem. ?Isso não é fato comum, mas aconteceu esta semana?, diz, referindo-se ao pedido de socorro de policial civil plantonista ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), que fez devassa na carceragem durante tentativa de localizar armamento ou munição.