Polícia
Delegacia de Roubos de Ve�culos est� em ru�nas
Um prédio antigo, sem portão, com janelas quebradas e servindo de abrigo para cães de rua. Do lado de fora, carros, motos e carcaças enferrujadas se amontoam, acumulando água da chuva e oferecendo uma ambiente propício à proliferação do mosquito da dengue. E como não há mais espaço no pátio, os veículos apreendidos já invadiram o interior do local. Este cenário não é novo. E qualquer pessoa que tiver seu veículo roubado constatará a situação caótica na qual se encontra a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), instalada vizinha ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL), no Pontal da Barra. Os próprios agentes denunciam a falta de estrutura e o abandono da especializada, que presta serviço para todo o Estado. Que não há mais espaço para comportar os veículos roubados na DRFVC todo mundo já sabe. Mas o ambiente de trabalho a que os agentes são submetidos e a estrutura de atendimento que a delegacia oferece é algo lastimável. A visão que se tem é de um ?mar? de carros, que mais parece um ferro-velho. O acesso à delegacia é uma prova de obstáculos. Para chegar até a entrada é necessário desviar e se espremer pelos veículos colocados ao redor do prédio. O portão principal já não existe e, por isso, a delegacia fica ?entregue aos cachorros? que entram, passeiam e saem do local o tempo todo. Alguns agentes que lá trabalham conversaram com a reportagem da Gazeta, mas preferiram não se identificar. ?Um prédio em ruínas, esse é o nosso local de trabalho. Toda a estrutura apresenta infiltrações e problemas elétricos que nos dão dor de cabeça diariamente. Vivemos preocupados com a precariedade do prédio e dessa forma fica difícil prestar um serviço de qualidade?, contou um dos plantonistas. A situação se agrava ainda mais toda vez que chove e vários equipamentos já forma perdidos por causa disso. ?Choveu na madrugada da última quarta-feira e, ao chegar na delegacia, nos deparamos com parte do reboco do teto do corredor no chão, depois de desabar?, acrescentou o agente. Com a chuva, aumenta também o receio de contrair dengue. O repelente de mosquitos é o amigo de todas as horas dos policiais.