Polícia
Situa��o favorece a criminalidade
O delegado responsável pela unidade, Valdir Carvalho, confirma a falta de estrutura como a principal dificuldade enfrentada pela especializada. ?Temos mais de 300 veículos apreendidos, lotando o nosso pátio e invadindo o espaço do Detran. São carros capturados nas situação mais variadas e cuja maioria passa por inquérito na Justiça ou os donos não apareceram para recuperá-los?, diz. Muitos dos veículos apreendidos estão no pátio há mais de uma década. Da forma como estão, os veículos sofrem com a ação do tempo, da maresia e dos vândalos que se aproveitam para roubar acessórios dos automóveis. A iluminação do local é péssima e apenas um agente faz o policiamento durante a noite. Além da falta de estrutura, a DRFV também sofre com escassez de pessoal. O efetivo não é suficiente para suprir as necessidades, considerando que a especializada é responsável por todas os registros de roubo e furto de veículos de todo o Estado. ?Nossa equipe é composta por dois plantonistas, três agentes para captura e cerca de sete pessoas no setor administrativo, além do delegado. Um número mínimo de policiais para o trabalho que fazemos?, considera Valdir. Os agentes contam que durante a manhã, a delegacia fica abarrotada de pessoas vindas de vários municípios e o trabalho é lento, pela falta de policiais. O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) esteve na delegacia na última quarta-feira, ouviu as reclamações e constatou o ambiente degradante em que os agentes trabalham. Josimar Melo, presidente do sindicato, declarou sua indignação. ?Condenamos a situação em que se encontra a delegacia. Conversamos com os policiais e eles disseram que as instalações apresentam curto-circuito quase sempre, além de ter água por todo lado. A precariedade do local é visível, não há as mínimas condições de trabalho?.