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Morte de detento pode ser investigada pela PC

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Arapiraca ? A Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL) anunciou ontem que não só vai acompanhar de perto a investigação do assassinato do reeducando Lucas Mateus Andrade Vieira, 24, como também vai solicitar que o inquérito policial corra sob a responsabilidade da direção-geral da Polícia Civil de Alagoas. O detento foi encontrado morto, anteontem, em uma das celas do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. Extraoficialmente, a Gazeta apurou que os sete presos que dividiam a cela com a vítima, no módulo F, afirmaram não saber de nada durante seus depoimentos, colhidos no mesmo dia, na Delegacia Regional de Arapiraca. A participação da OAB/AL se dará por meio da Comissão de Direitos Humanos e da Coordenação do Sistema Carcerário. ?Estaremos atentos ao desenrolar dos fatos. E também vamos pedir ao diretor-geral da Polícia Civil, Carlos Reis, que acompanhe este caso para que seja apurado o que, de fato, aconteceu?, ressaltou Francisco de Assis França Júnior, da coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com relação às denuncias de que o Presídio do Agreste não possui uma estrutura de segurança adequada, o presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, Daniel Nunes, afirmou que isso também é motivo para investigação. ?Ideologicamente também somos contrários à privatização do sistema penitenciário, mas é preciso investigar mais a fundo?.

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