Polícia
Mec�nico � assassinado ap�s impedir estupro
A última ação em vida do mecânico Alberto Zacarias da Silva, 39, foi impedir a consumação de um estupro contra uma adolescente, num terreno baldio, no Ouro Preto, por volta das 20h30 de domingo. Testemunhas revelam que ele partiu para cima do suspeito, o desempregado José Cícero de Moraes, 31, ameaçando matá-lo se ele não soltasse a vítima. Instantes depois, a covardia que ele tinha livrado da moça caiu sobre ele, com toda a fúria e traição do agressor. A moça fugiu, José Cícero se escondeu e Alberto Zacarias saiu do terreno baldio com a sensação de dever cumprido. Mal sabia ele que era observado pelo suspeito. Descia pela rua tranquilo, sem perceber que Zacarias empunhava um cacete, e o seguia, sorrateiro. Moradores do local contam que o acusado chegou por trás e deu vários golpes na cabeça da vítima. A notícia logo se espalhou e provocou revolta na comunidade. A história do mecânico que evitou um estupro, mas foi assassinado pelo suposto estuprador, causou comoção. Logo se formou uma turba na frente da casa do acusado, que estava foragido. Com pedras e paus nas mãos, gritavam por Justiça e ameaçavam os pais de Cícero. Se não o entregassem, invadiriam a casa. Os pais tentavam explicar que o rapaz havia fugido pelo telhado, mas foi em vão. Pedras e objetos foram lançados contra a casa. Portas e janelas ficaram quebrados. Por sorte, alguns moradores da região fizeram um apelo para a multidão irada não agredir os pais do suspeito. Apesar da revolta, as testemunhas têm receio de se identificar, por medo. Moradores ouvidos pela Gazeta disseram que Cícero já tinha estuprado outras moças da comunidade. ?O Nêgo (apelido de Cícero) queria estuprar mesmo aquela menina, ele já fez isso com outras, inclusive todo mundo aqui sabe que ele estuprou a própria mãe?, revela uma moradora. Ontem pela manhã, os tios do acusado tentavam arrumar as coisas que não ficaram quebradas dentro da casa. Eles falaram com a nossa reportagem, mas não quiseram revelar seus nomes. ?Juntou muita gente querendo matá-lo, ainda quebraram um monte de coisa, foi aquela danação, a gente já estava pensando em levar a TV, o sofá, as coisas todas porque disseram que iam queimar tudo?, revela o tio de Cícero.