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Autor do crime diz que foi tra�do pelo pr�prio irm�o

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Fernando Silva Ferreira só não podia imaginar que a traição teria partido de sua própria família. Seu irmão, Antônio Silva (Tonho Dé), que também é taxista, conduziu a polícia até seu esconderijo. ? Meu irmão sabia que eu costumava viajar para Paripueira. Ao ser preso, como já estava todo complicado, decidi responsabilizar Denize Rodrigues e Givanaldo Rodrigues como cúmplices no homicídio. Mas, ao cair na real, em depoimento à Justiça mudei toda a história, registrada no dia 10 de março. No dia 18 de abril, na presença do juiz George Leão Omena, do promotor Mário Jorge e do advogado Alberto Jorge, o garçom resolveu falar toda a verdade. ? Minha consciência começou a doer. Ver dois jovens presos inocentemente era demais para mim. Naquele dia, contei toda a verdade. Disse às autoridades que eu era o autor da execução do taxista. E que, pensando ter sido traído pela Denize, resolvi envolver todos no crime. Mas, confesso agora, em depoimento à Justiça, que Denize e Givanaldo devem ser colocados em liberdade, pois são inocentes -, relata Fernando Ferreira. Ele garante que não está querendo facilitar a liberdade dos amigos. Quer pagar pelo crime que cometeu sozinho. No momento, sua luta é para que a Justiça considere seu depoimento e o arrependimento, mandando libertar Denize e Givanaldo, porque eles apenas estavam em sua companhia e foram convidados para fazer a viagem até Chã Preta. ? Tudo que falei à imprensa a partir do meu depoimento à Justiça não pode ser considerado. Estava revoltado, achando que havia sido traído pela Denize. Mas ela nada disse à polícia. Devo minha prisão ao meu irmão -, enfatiza Fernando Silva Ferreira. Mas, apesar da bombastíca revelação feita por Fernando, Denize Rodrigues e Givanaldo Rodrigues estão presos e a um passo do julgamento, que pode acontecer dentro de cinco dias, pelo juiz-presidente do inquérito. Esta é a grande preocupação do advogado Alberto Jorge, que defende Denize Rodrigues. ? É preciso que este depoimento seja considerado pelo juiz da cidade de Viçosa e pelo promotor. O único autor do homicídio assumiu a culpa. Afirma, em longo depoimento, que Denize e Givanaldo são inocentes. Espero que as autoridades repensem, colocando os inocentes em liberdade -, salienta o advogado.

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