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Justi�a determina transfer�ncias e limita n� de presos na Central

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Seis bairros de Maceió ficaram sem policiamento, durante todo o dia de ontem, em decorrência da superlotação de presos na Central de Flagrantes, no bairro do Farol. Sem ter onde deixar os presos em flagrante, recusados pelos delegados da Polícia Civil que estavam de plantão, seis guarnições da Polícia Militar passaram 24h paradas, na porta da central, funcionando como celas. ?Se um preso morrer, quem responde? E o excesso de horas de trabalho do policial??, foram indagações feitas pelo sub-comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), sediado no bairro do Vergel, capitão Roberto Goulart, confirmando a ausência do patrulhamento em várias áreas da capital. Insatisfeito porque uma das viaturas daquela unidade ficou das 20h do domingo (3) até ontem, por volta das 18h, parada na Central de Flagrantes, ele cobrou providências dos responsáveis pela custódia de presos. O oficial disse que a situação deste fim de semana não pode se repetir, sob risco de gerar estresse nos militares, que acabam perdendo o tempo de folga, já que não podem ter compensado o período em que ficaram custodiando presos, por não ter onde entregá-los. ?Tivemos que levar alimentação e água para as guarnições, e os policiais foram obrigados a comer em pé, na calçada. Os presos receberam comida trazida por familiares. Uma situação indigna para todos, sem considerar as necessidades fisiológicas, o cansaço?, argumentou o capitão Goulart, para demonstrar a gravidade da situação. O caos registrado ali desde o domingo e até ontem levou o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, a determinar um limite para a custódia na Central de Flagrantes. Segundo o magistrado, uma portaria vai estabelecer que somente 25 presos permaneçam naquela unidade da Polícia Civil, até serem transferidos para a Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, ou para o sistema prisional. O problema é que a Casa de Custódia também registra superlotação com frequência. Ontem, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, havia 92 presos na unidade, que tem capacidade para 45 detentos.

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