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Suplente de vereador teme ser assassinado

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Após prestar um depoimento de mais de duas horas, na Delegacia Geral da Polícia Civil, ontem, Eliseu Barbosa de Oliveira, conhecido como ?Júnior Barbosa?, suplente de vereador e suspeito de liderar um grupo de extermínio, afirmou que políticos, integrantes da Justiça e do Ministério Público de Alagoas teriam conhecimento e dariam cobertura aos crimes praticados na zona sul da capital. Além de confirmar a participação em três assassinatos, ele relatou um ritual macabro feito com corpos que davam entrada no Cemitério de São José, no Trapiche. De acordo com ele, o grupo de extermínio atuava na região do Trapiche e do Vergel do Lago, e contaria com o apoio do deputado Marcos Barbosa (PPS) e da vereadora Silvania Barbosa (PPS). ?Quando alguém começava a roubar ou traficar nas comunidades, o grupo pedia a permissão do parlamentar e eliminava as vítimas?, afirmou Júnior Barbosa, que é sobrinho do deputado, mas teria rompido politicamente com ele, na eleição de 2012, quando se candidatou à Câmara de Maceió e esperava contar como apoio do tio. Júnior Barbosa diz ainda que Marcos Barbosa teria participação no crime do líder comunitário Baré Cola. Segundo ele, o deputado contaria com o apoio de um magistrado e de um integrante do Ministério Público Estadual. No entanto, ele não revelou o nome desses supostos envolvidos. Limitou-se a dizer que havia denunciado, há cerca de dois anos, esse grupo, mas lembrou que as investigações não avançaram.Também foi citado o nome de Kátia Barbosa, que é irmã de Marcos Barbosa. ?Além das mortes, aconteciam rituais macabros no Cemitério de São José. O nome de alguns políticos locais, como Kátia Born, Ronaldo Lessa e Cícero Almeida eram colocados dentro da boca de corpos que davam entrada no cemitério. Os corpos eram enterrados com os nomes dos inimigos políticos dele?, acrescentou Júnior, que exerceu a função de administrador no local.

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