Polícia
Grupo tamb�m participava de roubos de ve�culos
Quanto ao golpe dos veículos, ?eles sabiam quem ia roubar os carros e davam proteção às quadrilhas para ficar com parte do dinheiro, ou extorquiam para obter mais lucros?, explica o investigador. Desse modo, quase nunca acontecia a prisão, já que não interessava a nenhum dos envolvidos: nem ?polícia? nem ladrão. Ainda não há provas, mas o Gecoc investiga se há relação entre os patrulheiros e grupos de extermínio. Para limitar o raio de ação no tráfico, toda a droga supostamente surrupiada era entregue apenas para dois ou três traficantes da mesma quadrilha revender. Segundo nossa fonte, os PMs evitavam ficar ou repassar diretamente as drogas, para não se expor, e tinham como alvos preferidos as quadrilhas que incomodavam os chamados ?a favor?. O cumprimento dos mandados de busca nas casas dos envolvidos reforça as acusações. A grande quantidade de joias e relógios de alto valor consolida a denúncia recebida de que as quadrilhas forneciam objetos roubados para agradar aos policiais. A delegada Maria Angelita lavrou o flagrante de tráfico contra o soldado Flávio, que estava com um revólver 38 sem registro, munições, 18 comprimidos de Ecstasy e uma balança de precisão portátil. ?É uma droga cara, cada comprimido desse é vendido por R$ 100,00?, explica Angelita.