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TRAVESTIS S�O AS PRINCIPAIS V�TIMAS

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O GGAL avalia que há um aumento no número de crimes envolvendo homossexuais no estado e culpa o que a organização não governamental classifica como ?homofobia social?. Em 2014, segundo contas feitas pelo grupo, foram 17 homicídios em que a vítima era gay, lésbica ou travesti. E são os travestis as principais vítimas deste ano. Como estão expostos a rotinas perigosas, geralmente no horário noturno, e à prostituição, eles acabam tendo envolvimento com drogas e com pessoas violentas, a exemplo de líderes do tráfico de entorpecentes. ?Os travestis saem de casa ainda muito jovens, comumente expulsos e rejeitados pelos familiares. Sem ter para onde ir, acabam entrando no mundo da prostituição, passam a noite esperando ?clientes? em pontos definidos da cidade, ficam sem estudar, não conseguem ser absorvidos em um trabalho formal e terminam reféns da marginalidade. Ficam endividados com cafetões, grandes traficantes e são obrigados a servir de ?aviões? [repassam a droga para terceiros]?, expõe Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas. Ele ainda destaca que muitos homossexuais não encontram oportunidades por causa do preconceito, incutido na mente das pessoas. O comércio, segundo o presidente do grupo, não consegue contratar profissionais gays para muitas funções, obrigando-os a buscar dinheiro na informalidade, como autônomos, ou mesmo ?vendendo o corpo?, ficando à mercê da violência e de doenças sexualmente transmissíveis. Nildo Correia revela que há cerca de 80 travestis que dividem espaço em muitos pontos da orla de Pajuçara, Jaraguá, Tabuleiro do Martins (em trecho nas proximidades da Polícia Rodoviária Federal) e na Via Expressa. No interior, as margens das rodovias são os locais mais escolhidos por eles em busca de clientes. Da quantidade de travestis em Maceió, cerca de 40% são menores de idade e saíram de casa por discriminação.

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