Polícia
Delegado nega acusa��es de diretor da OAB
Editoria de Polícia O delegado Airton Rocha Omena acusou o advogado Gilberto Irineu, representante da Comissão de Direitos das Crianças e do Adolescente, de faltar com a ética profissional e lhe desrespeitar no trabalho de investigação que resultou no relatório da chacina de União dos Palmares, tendo como vítimas os jovens Sidrônio Francisco da Silva, 15, Cisenando Francisco da Silva, 17, Thiago Holanda da Silva, 18, e Maurício da Silva, 19, ocorrida na madrugada do dia 5 de setembro deste ano. Dizendo-se revoltado, o delegado declarou que, no dia dezessete de setembro, doze dias depois da chacina, foi nomeado pelo secretário de Defesa Social como delegado titular da Delegacia Regional de União dos Palmares, com a responsabilidade de elucidar o caso, apresentando à sociedade os nomes dos autores, bem como de dar prosseguimento a mais de 170 inquéritos que estavam em tramitação no cartório da delegacia. ?Foram colhidos e levados aos autos do inquérito os depoimentos de dezesseis pessoas, sendo que parte delas, na presença dos advogados Gilberto Irineu e Kleber Gomes e do promotor de Justiça, Givaldo de Barros Lessa. Além de terem sido colhidas as declarações de nove PMs, integrantes do 2º Batalhão, cujos militares foram acusados, através de cartas anônimas, de terem sido os autores da chacina?, ressalta Airton Omena. O delegado repudiou as ditas falhas apontadas pelos integrantes da OAB/AL, destacando não poder responder pela ação dos militares que mexeram no local do crime, nem dos policiais e funcionários do IML que retiraram os corpos sem a perícia. ?Todavia, acho que, diante das circunstancias e do local em que aconteceu a chacina, dificilmente os peritos iriam encontrar elementos que viessem elucidar esse crime, uma vez que, antes mesmo da chegada da polícia, já havia várias pessoas no local. E quanto à forma como os funcionários do IML puseram os corpos das vítimas no rabecão, com todo respeito, quando houver um cadáver nesta cidade, ao invés de pedir o IML, recorrerei à OAB?, continuou. Sobre as importantes testemunhas, esclarece o delegado, ?confesso que cansei de ouvir blablablá das testemunhas apontadas, pois nada diziam que aumentassem de uma só vírgula o que já foi apurado até o momento?. Retrucou estar pronto para ouvir novas testemunhas, caso tragam algo importante às investigações. Em tom de desabafo, Ailton Omena assegurou que, ?com os devidos respeitos que tenho pela OAB, não só de Alagoas, digo que, o que os advogados sabem melhor fazer é advogar, pois para isso estudaram. Enquanto que, investigação e diligências, quem melhor sabe fazer são os delegados e os demais policiais, porque foram preparados para isso?.