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Elucida��o de crime pode ser modelo

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BLEINE OLIVEIRA Depende de decisão e de vontade política do governo a modernização das investigações policiais em Alagoas, caminho para o Estado acabar com a impunidade de criminosos. Alagoas pode ser modelo na elucidação de crimes, se o governo investir no Banco de Dados Civil, recentemente criado pelo governador Ronaldo Lessa. ?Para que o Banco de Dados, que usa o DNA como elemento de investigação, ficar efetivamente igual ao de qualquer País de Primeiro Mundo, o governo terá que comprar alguns equipamentos importados?, defende o ouvidor geral do Estado, historiador Geraldo Majella de Moura Marques. Junto com o professor Luiz Antonio Ferreira da Silva, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ele apela para a sensibilidade do secretário de Estado da Fazenda, Sérgio Dória, pois todo o trabalho planejado depende da liberação de recursos financeiros para a Fapeal comprar equipamentos. O ouvidor diz que o Banco de Dados Civil vai resultar em importantes transformações na área da Segurança Pública em Alagoas. Por isso, inclusive como compromisso com a sociedade, o governador Ronaldo Lessa deve prestar atenção ao que está sendo feito pela equipe de Luiz Antônio Ferreira, professor de Genética da Ufal e autor do livro ?DNA Forense ? coleta de amostras biológicas em locais de crime para estudo do DNA?. ?Só com tecnologia podemos enfrentar a violência e é isso que o Banco de Dados vai proporcionar?, argumenta Geraldo Majella. Ele defende que o governo adote uma postura modernizadora na área de segurança pública, investindo na qualificação dos novos agentes da Polícia Civil, de policiais a delegados. Majella revela que Alagoas está desenvolvendo trabalho de ponta no uso do DNA como instrumento de investigação criminal. O ouvidor e o professor da Ufal esperam que o governo concretize o projeto de efetiva transformação da área de segurança pública. Recentemente, Majella e Luiz Antonio acompanharam a coleta de material para identificação de um homem desaparecido há 10 anos. Em junho de 1992, Roberto Luna Buarque saiu de casa, no bairro do Trapiche, para trabalhar e nunca mais foi visto. A esposa, Maria de Lourdes Basílio Nascimento, acredita que Roberto tenha sido assassinado como queima de arquivo. Embora tenha recorrido à Polícia Civil, até hoje não sabe o que aconteceu com seu marido. Por isso, depois de ouvir na TV a informação de que o governo alagoano estava montando um Banco de Dados para identificação de pessoas desaparecidas, decidiu recorrer à Ouvidoria Geral do Estado em busca de uma resposta. Junto com a filha, Lourdes foi levada ao Laboratório de Genética da Ufal para doar sangue, material capaz de dar pistas sobre o desaparecimento do marido. ?Esse é um trabalho científico capaz de identificar desaparecidos, mas infelizmente esbarramos na falta de interesse do Estado para levá-lo adiante?, reclama Luiz Antonio Ferreira. Segundo ele, a investigação através do DNA é um poderoso instrumento contra a impunidade e a criminalidade.

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