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Agreste sofre com criminalidade

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O coordenador do núcleo do Ministério Público no Agreste, procurador de Justiça Geraldo Magella Pirauá, alerta que os números da violência na região deverão dobrar em relação ao ano passado. Segundo ele, somente o registro de roubo de veículos já ultrapassou os números de 2013 e, pelo acompanhamento que vem realizando da situação, deverá ultrapassar o número de mil ocorrências. Arapiraca é a nona cidade mais violenta do Brasil e a quinta onde mais se praticam crimes contra a mulher. Se as projeções do coordenador do MP se concretizarem, a capital do Agreste alagoano deverá subir nesse ranking negativo da criminalidade. ?O roubo de motos tem liderado o registro de ocorrências?, disse Pirauá. Segundo ele, as chamadas cinquentinhas viraram moeda de troca de drogas. ?Temos uma média de duas a quatro motos roubadas por dia somente em Arapiraca?. O coordenador disse que o aumento da violência está ligado à deficiência no número de policiais fazendo o policiamento preventivo e também a cultura da violência, em que a brandura das leis propicia a prática do crime. ?Os criminosos sabem que a legislação criminal tem vários benefícios como a liberdade após o cumprimento de um quarto da pena, desde que o apenado tenha bom comportamento e desenvolva alguma atividade produtiva no presídio. Pouquíssimos condenados cumprem totalmente a pena para que foram sentenciados?, lamenta ele. Geraldo Magella disse que é totalmente favorável à redução da maioridade penal para 16 anos. Segundo ele, os chamados ?menores? desse faixa etária estão entre os praticantes de assaltos e homicídios. ?Eles já não têm o poder de eleger os seus representantes, então podem responder pelos crimes que cometerem?, questionou.

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