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Arma que matou militar teve gatilho acionado

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A submetralhadora Taurus EZ04151, que matou a soldada PM Izabelle Pereira, disparou porque teve o gatilho acionado. Ontem, quarenta dias depois da ocorrência, a Perícia Oficial do Estado divulgou o relatório sobre a análise da arma que, no dia 30 de agosto último, disparou em modo rajada dentro da viatura policial, que naquele momento estava no bairro Sítio São Jorge, matando Izabelle Pereira. Em entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Defesa Social (Seds), no Centro, o perito Ricardo Leopoldo Barros afirmou textualmente que, após diversos testes e exames, restou tecnicamente provado que a arma não poderia ter disparada sozinha. ?Foi constatado que só há disparo da submetralhadora EZ 04151 com acionamento do gatilho?, repetiu Ricardo Leopoldo. Um dos testes, chamado teste de queda livre, foi tão exaustivamente feito, mais de 200 vezes ao longo de 20 dias, que a coronha (peça para encaixe e empunhadura) quebrou. O perito relatou esse fato para demonstrar que a arma que matou a soldada não estava com defeito. Mas essa constatação pericial não é indicativo de que houve um homicídio doloso, ou seja, que alguém teve a intenção de atirar em Izabelle. ?Não podemos afirmar que o gatilho foi acionado por alguém. Pode ter sido por um objeto ou pelo cano de outra arma?, explicou Ricardo Leopoldo. O perito disse ainda que a submetralhadora apresentava-se com sinais claros de falta de manutenção, tendo ferrugem em algumas partes. Entretanto, as más condições não seriam suficientes para fazer a submetralhadora disparar sozinha. Nem mesmo a manobra rápida feita pelo motorista da viatura, que recebera chamado para atender uma ocorrência no bairro de Cruz das Almas, teria provocado o acionamento do gatilho.

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