Polícia
Balas que mataram PM sumiram
O caso da soldada Izabelle Pereira dos Santos ? que morreu atingida por tiros de metralhadora dentro da viatura, durante uma ronda no Sítio São Jorge, no dia 30 de agosto ?, permanece sem perspectiva de desfecho. Ontem, o delegado Lucimério Campos, responsável pela investigação, disse não ter recebido resposta do Hospital Geral do Estado (HGE) sobre os projéteis do corpo da vítima para comparação balística, mas a assessoria do HGE informou que não foi retirada nenhuma bala do corpo da soldada. Segundo o hospital, a informação se baseia no prontuário médico do cirurgião e foi repassada à polícia pela direção do HGE. De acordo com o HGE, Izabelle teria chegado ao local com um quadro grave de saúde, e o cirurgião iniciou uma laparotomia para verificar se órgãos internos haviam sido atingidos e estavam com hemorragia. Entretanto, nenhuma bala teria sido retirada, pois esse procedimento só é necessário quando há obstrução de veias ou outros motivos específicos. Questionado se a soldada pode ter sido enterrada com as balas dentro do corpo, o Instituto Médico Legal (IML) afirmou que no exame de necropsia realizado no corpo da militar não foi localizado nenhum projétil. No dia 8 de outubro, a Perícia Oficial concluiu o laudo técnico de 15 projéteis da submetralhadora que foram recolhidos dentro da viatura da polícia, mas afirmou que não teve acesso às balas do corpo da soldada.