Polícia
Jovem � torturada e morta a tiros
O mistério do desaparecimento da empregada doméstica Keliane Alves da Silva de um condomínio de luxo em Maceió ocultava uma trama de amor, traição, ciúmes e ódio. O fio da meada só começou a ser desenrolado bem longe dali, numa região de difícil acesso, em terras da família Fidélis, na zona rural de Capela. A investigação policial encontrou um emaranhado de acontecimentos que culminou com a descoberta do corpo da jovem de 20 anos, carbonizado e enterrado numa cova com mais de cinco palmos de profundidade. Keliane trocou a vida cabocla do campo pela de garota da cidade. Deixou para trás a roça de inhame, a pesca no açude e a casa de barro batido que construiu com o pai, na fazenda Cerca Velha, pelo celular com WhatsApp e as casas com piscina das patroas do Residencial San Nícolas, no bairro da Serraria. Os horizontes mudaram, o coração também. No lugar do vaqueiro, apaixonou-se pelo professor de tênis. Como tudo na vida, queria também mudar de amor. Não conseguiu. O vaqueiro Roberto Osório da Silva é o principal suspeito do sequestro, tortura, homicídio e ocultação do cadáver. Casado com outra mulher, ele era amante de Keliane há cinco anos e não aceitava o fim do relacionamento. Sempre que ela tocava no assunto, era ameaçada de morte. As fotos do rival no celular da empregada doméstica podem ter sido o estopim que acendeu a fúria assassina do vaqueiro, que morava na fazenda Padre Cícero, vizinho à terra dos pais de Keliane, mas que hoje é considerado foragido pela polícia.