Polícia
Morte de professor vai ser investigada pela Roubos e Furtos
Caberá à Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, comandada pelo delegado Alcides Andrade, as investigações sobre a morte do professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Eliseu Diógenes Martins, cujo corpo foi encontrado, na manhã de quinta-feira (23), dentro do banheiro de sua casa, no bairro do Farol, com os pés e as mãos amarrados e com sinais de estrangulamento. Em princípio, o inquérito foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios, mas as evidências de roubo seguido de morte, levaram a polícia a adotar como principal linha investigativa, a hipótese de latrocínio. Ontem mesmo, o delegado Cícero Lima, coordenador da Delegacia de Homicídios, despachou o caso para a especializada em Roubos e Furtos. Ele disse que ainda não foi feito o levantamento dos objetos que foram subtraídos na ação criminosa, mas confirmou evidências de que a casa fora revirada e o cofre arrombado. Ontem pela manhã, o corpo do professor foi sepultado no cemitério Parque das Flores, em Maceió, num clima de imensa tristeza. Amigos e parentes destacaram a sua retidão de caráter, seu humanismo e sua dedicação ao trabalho. ?Era um patrimônio moral e intelectual da Ufal e, por que não dizer, de Alagoas?, destacou o professor Carlos Avelino Filho, que trabalhou com ele durante mais de 20 anos, no departamento de Economia da Ufal. Segundo ele, o professor Eliseu tinha um jeito meio reservado, mas era um excelente colega e um amigo prestativo, sempre atencioso e disponível para dar orientações e compartilhar conhecimentos. ?Estou consternado com a sua morte. Ele era merecedor de muito respeito e carinho, e não de uma morte selvagem como aconteceu?, disse ele.