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Policial isenta delegada por tiro

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Apesar das contradições entre o que a agente declara e a ocorrência amplamente divulgada, é no depoimento da vítima, o policial civil Jeferson Gomes da Silva, que a defesa aposta para conseguir revogar a prisão da delegada Maria Tereza Ramos de Albuquerque, da Polícia Civil de Alagoas. Ela cumpre prisão preventiva, sem tempo determinado, na Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, acusada de tentar matar o colega policial. Ontem, em entrevista ao programa Ministério do Povo, da Radiogazetaweb, Jeferson Gomes disse que o tiro que o atingiu no peito foi acidental. O policial está internado no Hospital Arthur Ramos, da rede particular, e, segundo afirmou na entrevista ao repórter Warner Oliveira, deve ter alta nos próximos dias. ?O tiro foi acidental, tanto que me atingiu de raspão. Não fui submetido a cirurgia?, declarou ele. Entretanto, policiais civis que o visitaram revelam que o disparo, efetuado com uma pistola modelo Ponto 40, teria lesionado o pulmão do agente da PC, ao atingir a pleura (membrana que envolve o órgão). REVOGAÇÃO Ontem mesmo, após a entrevista, o advogado Fernando Maciel, que faz a defesa da delegada Maria Tereza, encaminhou ao juiz John Silas, da 8ª Vara Criminal da Capital, que decretou a detenção, o pedido de revogação dessa medida. Maciel lembrou que já havia solicitado o relaxamento da prisão, mas sua iniciativa sequer foi analisada pelo magistrado. ?O juiz nem chegou a apreciar o pedido de relaxamento de prisão que eu tinha feito e já veio a decretação da preventiva. O fato novo são as declarações do policial Jeferson Gomes à imprensa e à própria polícia?, disse o defensor, em entrevista à jornalista Regina Carvalho, do portal de notícias gazetaweb.com.

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