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PM que levou tiro na boca pode ter sido v�tima de pistoleiros

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A história sempre pareceu mal contada. Um policial militar que trocava o pneu do carro foi assaltado e levou um tiro de espingarda 12 na boca. A mulher que estava no veículo com ele viu tudo e saiu ilesa. Menos de 24 horas depois, o cabo PM Adelson Santos da Silva continua vivo e a versão de assalto é considerada uma hipótese remota. O desfecho do caso pode trazer à tona um emaranhado de fatos relacionados a uma quadrilha de pistoleiros, com nuances de vingança, intrigas e crime passional. O atentado contra o PM aconteceu na segunda-feira à noite, na rodovia estadual que liga os municípios de Marechal Deodoro e Pilar, numa região conhecida como Matinha. Ontem pela manhã, o delegado Jobson Cabral descobriu que o cabo Adelson vinha sofrendo ameaças de morte. ?O ex-marido da atual companheira dele era matador de aluguel em Cajueiro. Esse rapaz foi morto. Dizia-se que o PM tinha matado ele?, resume o delegado de Marechal Deodoro. A suposta vítima do cabo Adelson é Erivan Jacó de Lima, 34 anos, executado no dia 19 de junho, no conjunto Diva Toledo, em Cajueiro. De acordo com a investigação, Erivan Jacó era funcionário da Usina Capricho e liderava um grupo de extermínio em Cajueiro. A ex-mulher dele mantém agora um relacionamento com o cabo Adelson e está grávida de 3 meses. A principal testemunha do caso (cujo nome é mantido em sigilo) prestou depoimento ontem e teria identificado os três suspeitos que tentaram matar o policial. Um deles já foi assassinado ontem mesmo. Trata-se de um homem chamado Pedro Neto, executado por volta de meio-dia numa fazenda entre os municípios de Boca da Mata e Anadia. A polícia está no encalço dos outros dois, numa corrida contra o tempo para prendê-los antes que aconteça o pior.

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