Polícia
Acusados de balear PM s�o identificados
A polícia já identificou os três suspeitos que tentaram executar o cabo PM Adelson Santos da Silva, atingido com um tiro de 12 na boca, na estrada da Matinha, em Marechal Deodoro. Segundo o delegado Jobson Cabral, a cilada armada na última segunda-feira, teve a participação dos irmãos Marcelo Monga e Elenilson Monga e de um homem identificado como Pedro Neto, assassinado menos de 24 horas após o atentado. ?Todos são integrantes de uma quadrilha de matadores de aluguel?, diz o delegado. Já a investigação da autoria intelectual pode provocar uma reviravolta no caso, pois a polícia começa a investigar o envolvimento da namorada do militar, Luciana Maria da Silva, com esse mesmo grupo de extermínio. Não se descarta a hipótese dela ter agido de algum modo na trama para matar o cabo Adelson. Na 5ª Companhia Independente de Marechal Deodoro, onde ele destaca, todos os colegas de farda desconfiam da história contada por Luciana, única testemunha do crime. ?Tem muitas coincidências estranhas?, sugere o comandante da companhia, capitão F. de Lima. ?Ele pediu para sair do expediente antes do horário para atender a namorada que estaria passando mal, mas ela não quis ir para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) pedindo para ir direto a Atalaia (onde o casal morava). O pneu do carro furou na estrada, o estepe também estava furado e os suspeitos passavam pelo local, exatamente naquela hora?, comenta o capitão. O delegado Cabral informa que Luciana era casada com Erivan Jacó de Lima, chefe de um grupo de extermínio de Cajueiro, e mantinha um caso com o cabo Adelson, que também era casado. Erivan foi assassinado no dia 19 de junho. Cerca de duas semanas depois, o PM largou sua esposa para morar com Luciana. Os integrantes da quadrilha acusam a mulher e o amante pelo assassinato do chefe.