Polícia
Pol�cia Civil tem car�ncia de 3 mil homens
O novo secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, revelou que existe uma carência de cerca de três mil policiais, isso somente na Polícia Civil, que contratou cerca de 1 mil policiais este ano, e que Alagoas precisa de três vezes mais viaturas do que tem hoje, apesar de a SDS haver reforçado a frota das duas polícias com mais de 100 veículos, nos últimos 12 meses. Ele se disse satisfeito quanto ao trabalho realizado pelo procurador Antônio Arecippo à frente do setor de segurança no Estado, pois encaminhou 18 projetos ao Ministério da Justiça que possibilitará ao atual secretário iniciar gestões junto ao Governo Federal para que sejam liberados recursos do Plano de Segurança Nacional para melhorias no setor. O delegado Robervaldo Davino afirmou que pretende dar prosseguimento à política de humanização das polícias em Alagoas, que vem sendo implementada pelo governo Ronaldo Lessa, anunciando que vai incrementar os programas de integração entre as polícias Civil e Militar, da polícia comunitária e reforçar o setor de inteligência dessas corporações, integrando também o Corpo de Bombeiros, uma exigência Federal para adoção do subsistema de inteligência. Crimes de repercussão Aproximar a polícia do cidadão sempre foi um dos projetos do delegado ? que já conta com 14 anos de polícia ?, tendo sido titular da maioria das delegacias distritais de Alagoas e de duas regionais -, além de ter assumido os departamentos de polícia do Interior e Central de Polícia antes de ser designado secretário de Defesa Social. ?As duas polícias (Civil e Militar) devem se adaptar ao policiamento comunitário, que prioriza o cidadão. O delegado e equipe precisam interagir mais com a comunidade?, destacou o secretário. Robervaldo Davino citou o exemplo do bairro do Jacintinho, onde já existe um trabalho de policiamento comunitário, através da Polícia Militar, mas que conta com a integração também da Polícia Civil. ?Se forem levadas em consideração estatísticas de anos anteriores, o bairro pode ser considerado calmo hoje em dia?, constatou o delegado, para quem esse aspecto precisa ser auxiliado por um eficiente serviço de inteligência. O delegado Davino deixou claro que sua administração à frente da Secretaria de Defesa Social é incisiva quanto à apuração e esclarecimento dos crimes. Inclusive, alertou ele, referindo-se a casos considerados de grande repercussão nos últimos anos no Estado como a Chacina da Gruta, que vitimou a deputada Ceci Cunha, o assassinato do bancário Dimas Holanda e outros crimes recentes como a morte do vigilante Ebson Vasconcelos, o ?Eto?, testemunha do caso Sílvio Vianna, que está em fase de julgamento na Justiça: ?se chegarem procedimentos policiais de volta da Justiça, tomarei as providências cabíveis?. O novo secretário, que foi oficial do Exército, por oito anos, tendo cursos de operações especiais na Swat, além de cursos de tiro e na Academia de Polícia de Minas Gerais, deixou transparecer que na reforma administrativa que está sendo elaborada pelo governo do Estado, a Secretaria de Defesa Social poderá absorver a atual Secretaria de Justiça e de Cidadania, ao ressaltar que tenciona instalar presídios regionais e melhorar o atual sistema penitenciário alagoano. ?Para se ter uma idéia das dificuldades nessa área, o Brasil tem hoje 260 mil presos, enquanto os presídios dispõem somente de 160 mil vagas?, informou. Davino anunciou que dois dos diretores atuais, o da Academia de Polícia Civil (Apocal), Cícero Feitosa de Araújo, e o do Departamento de Informações, Telecomunicações e Estatística (Deteine), Egivaldo Lopes de Messias, serão mantidos nos cargos e que, esta semana, deve anunciar todos os demais integrantes da cúpula da Polícia Civil, assim como o comandante geral da Polícia Militar de Alagoas. Acrescentou referindo-se a melhorias nas condições salariais e de trabalho, que ainda deseja lutar para resgatar a auto-estima da polícia, com uma maior valorização do policial.