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Empresa � alvo de opera��o da PF

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O cancelamento do sorteio do próximo domingo, 16, do Alagoas dá Sorte, e a suposta prisão de uma pessoa, foi o saldo da Operação Trevo, que a Polícia Federal realizou ontem em Alagoas e outros 12 estados. Documentos e contratos da loteria premiada foram apreendidos na sede, em Maceió, para cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão. A Operação Trevo foi executada após quase um ano de investigação de um esquema que escondia os crimes de fraude e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o esquema movimentou cerca de R$ 1 bilhão. As acusações são também das práticas do jogo do bicho, distribuição de máquinas caça-níqueis e emissão de bilhetes de loteria como título de capitalização. Para a polícia, o esquema seria comandado pela empresa Pernambuco dá Sorte, que repassava os valores arrecadados a entidades filantrópicas de fachada. Dessa forma, o dinheiro do esquema criminoso retornava ao grupo. Aqui em Alagoas as instituições filantrópicas credenciadas pelo Alagoas dá Sorte são a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE), Casa para Velhice Luiza de Marillac, Centro de Cooperação Dom Bosco, Centro Educativo Deus Proverá e o projeto Chuteira de Ouro. Essas instituições recebem os recursos por meio do Instituto Ativa Brasil, uma entidade mineira fundada em 2006 como organização do Terceiro Setor. Sua ação está voltada a prestação de auxílio a outras entidades, enviando recursos financeiros regulares por meio de convênios privados, consultoria, orientação e incentivo à criação de novas ONGs e Oscips e patrocínios e incentivos a projetos e programas sociais de circulação nacional.

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