Polícia
Familiares de jovens mortos e militares dep�em
Familiares dos cinco jovens mortos após um suposto confronto com militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Guaxuma, no último dia 4, se disseram surpresos com a ocorrência, negando saber que, como afirma o Grupo de Combate às Organizaçãoes Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE), seus parentes estivessem envolvidos com crimes. Quatro pessoas, ligadas aos mortos por laços sanguíneos, foram ouvidas ontem pelo delegado Everton Gonçalves, da Delegacia de Homicídios, um dos três delegados que compõem a comissão criada pela Polícia Civil para investigar as circunstâncias em que os cinco homens morreram. A investigação foi solicitada pelo Ministério Público, em providência adotada pelo promotor Flávio Gomes da Costa, da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial. A coleta de depoimentos dos familiares teve como objetivo traçar um perfil de João Vitor Azevedo da Silva, Fábio Texeira de Lima, Willames Torres da Silva e Fabiano Silva da Rocha, e de um homem que não teve o nome divulgado, mortos em uma contraofensiva do Bope. A unidade operacional da PM alagoana foi convocada pelo Gecoc, que aponta os cinco como integrante de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos e residências. O promotor Flávio Gomes da Costa acompanhou os depoimentos, e voltou a dizer que o fundamental nessa investigação é mostrar se a operação policial transcorreu conforme as normas legais. A operação foi planejada pelo Gecoc e a divisão de Inteligência da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), que monitorava o suposto bando havia cinco meses.